terça-feira, 14 de junho de 2011

História de pescador às avessas


Fomos dormir depois das onze da noite, porque o Renato nos enrolou para jantar. Ele queria porque queria macarrão à bolonhesa, mas não encontramos em lugar nenhum.

Lá pelas três da manhã o Paulo levantou agitado, acordando todo mundo:

- Vamos pra água - foi a primeira coisa que disse - Pra chegar antes do pessoal de Matinhos.

A gente sempre foi meio rival daquele pessoal; sempre que eles chegam antes que a gente espantam os peixes. Mas eu falei:

- Paulo, não adianta ir agora, não vamos enxergar nada!

Até que o convencemos a voltar a dormir.

Perto das cinco da manhã eu e o Renato levantamos e aí, pra acordar o Paulo... Ele ´tava num sono daqueles pesados. Mas antes das seis estávamos no mar, no nosso ponto de mergulho.

Eles já queriam pular na água. Apostei uma cerveja com o Paulo de que ele não enxergaria nada, pois ainda estava escuro. Nem saí do barco. E ganhei a cerveja, claro. Eles voltaram pro barco só que, na espera pelo amanhecer... nós três acabamos dormindo.

Eram umas 6:15, 6:20, quando acordamos. Do nosso lado, ´tava o barco do pessoal de Matinhos. O Renato ficou louco:

- Como vocês chegaram aqui? Remando? Porque de motor não ouvimos nada!