sexta-feira, 8 de julho de 2011

Fernanda moça

A arte é uma experiência sensorial. Vemos um quadro, ouvimos uma música... então por que não misturar diferentes estímulos para incrementar nossa experiência de apreciação artística?

Lanço um desafio para você (sim, estou falando com o leitor de novo. Acho que preciso perder esse hábito... ou não). Para falar de Fernanda recomendo que você vá até a cozinha, esquente um pouco de água e prepare um chá de morango. Coloque para tocar aquele cd dos Beatles dos seus pais e respire um pouco de essência de baunilha. Vou te dar 5 minutos para preparar tudo, ok?

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Já voltou? Que bom!

Quando Leonardo entrou na escola nova, Fernanda foi aquela que primeiro lhe deu boas vindas. Sorriso alegre e voz doce. Foi essa a primeira impressão que Leonardo teve dela. Conforme os dias foram passando, Leonardo descobriu que a menina que sentava do seu lado não tinha apenas a voz doce. Fernanda era a doçura em pessoa. Aquele tipo de garota que conquista amigos mesmo sem falar nada.

E, por falar nisso, Fernanda não era uma pessoa de muitas palavras. Seu sorriso dizia tudo. Um sorriso de chá de morango, daqueles bem quentinhos que nos aquece durante o inverno e que aquieta o coração. Quando Fernanda sorria para ele, Leonardo sentia que tinha encontrado uma amiga em quem podia confiar e, mais do que isso, Leonardo sentia que dentro de seu coração surgiam sentimentos que o aqueciam assim como a xícara de chá.

Fernanda era uma pessoa de poucas palavras, mas quando falava, todos paravam para ouvi-la. Suas idéias eram simples, mas quando ditas por ela, ganhavam um valor especial, assim como os Beatles. Musicas e poesias simples. Aparentemente nada extraodinário, mas quando eles tocam, mesmo os acordes mais simples se tornam incríveis e todos param para ouvir.

De todos os seus novos colegas de sala, Fernanda era aquela com quem Leonardo mais conversava. E quanto mais eles conversavam, mais se conheciam e mais e mais descobriam os efeitos de seus novos sentimentos. Fernanda não era garota para capa de revista. Apesar de ainda estar entrando na adolescência e ter muito desenvolvimento pela frente, sua genética não se parecia quase nada com a de Gisele Bündchen e uma potencial carreira de modelo definitivamente não lhe parecia muito promissora.

Mas e daí? Leonardo nem se importava com isso porque quanto mais ele conhecia quem Fernanda era por dentro, mais bonita ela se tornava por fora. Bonita para quem importa. Bonita para ele.