terça-feira, 16 de agosto de 2011

Conflito (parte 1)

Após a introdução dos personagens principais e a contextualização do ambiente em que a história se desenvolve, especialistas afirmam que deve-se apresentar o conflito em torno do qual se desenvolverá a história. Espera-se que neste ponto, o leitor já esteja familiarizado com alguns aspectos do caráter do protagonista (e de um eventual antagonista também).

É neste momento que encontramos Leonardo (e o autor da história do Leonardo também, como os mais observadores já devem ter notado).

Leonardo, portanto, busca um conflito para sua história. Precisa ser algo genérico, arquetípico de modo que, quem ler, possa se identificar. E precisa ser específico o suficiente para ser pessoal, e não um estereótipo. E tudo isso ao mesmo tempo. O conflito de sua história vai influenciar toda a sequência de eventos daqui para a frente. Será a espinha dorsal de seu romance. Sem um conflito apropriado, ele até pode ter grandes personagens, porém nunca terá uma grande história.

Diante de tamanho desafio, Leonardo não consegue pensar em um conflito bom o bastante. Nenhuma ideia parece ser digna da caneta. Ora, agora que ele se propôs a usar o papel como ferramenta para mudar o mundo, não é qualquer conflito que será capaz de fazê-lo. Dilemas sociais, crises familiares, catástrofes ambientais...

Nada parece ser bom o bastante, grande o bastante, comovente o bastante. Ele coça a cabeça, se ajeita na cadeira... De repente o celular em cima da mesa vibra duas vezes.

"Você tem 1 nova mensagem de Fernanda".