sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Chuva de verão paranaense


Estava fazendo um dia daqueles bem indecisos. Na dúvida se chove ou sai sol, o tempo acaba ficando no meio do caminho: um monótono nublado claro. Ou não tão claro assim.

Uma garota estava deitada em sua cadeira, próxima a uma árvore. Parecia otimista em relação ao tempo, como se esperasse o sol aparecer a qualquer momento.

Dali a pouco, começou a trovejar. Sua mãe, de dentro da casa, grita-lhe:

- Saia de baixo da árvore!

Ao que, despreocupada, a outra responde:

- Que sair debaixo da árvore o quê... Nem é nada...

Assim que seu último “a” desapareceu no ar, começou a chover.