sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Véspera de Natal


Era véspera de Natal, e numa mesa sentavam-se um avô, uma avó, seu filho e sua neta. “Sempre é bom conversar com meus avós”, pensava a neta. “Ou, pelo menos, escutar sua conversa...”

- Aquelas compotas de codorna dele, dizia a avó, - Ui, que horrível, nunca comi aquilo lá.

O avô discorda:

- Quê compota de codorna o quê...

- Compota de codorna quando ele ela pobre, completou o pai. - Agora ele come faisão.

- Faisão..., repetiu o avô.

A avó nem bem escutou o final da conversa, e já mudava de assunto. Pegou a neta pelo braço e contou:

- Na minha época, era assim: a gente esperava até meia-noite - meia-noite, repetiu, com a voz mais aguda - Então a gente rezava e ia correndo ver os presentes, que estavam sempre em cima dos sapatos.

A neta sorriu. Então o Natal, antigamente, era comemorado assim, entre compotas de codorna e presentes sobre os sapatos. Feliz e simples assim.