terça-feira, 17 de abril de 2012

Quase Poesia

Esta criança que dormita tem medos de paralisar o coração. São medos tão pequenos neste mundo de adultos sérios, mas tão grandes que quase lhe explodem o peito. E só não são maiores que suas felicidades.

Suas pequenas conquistas e seus grandes temores a mantém acordada à noite. Nesta hora tardia, com a cabeça deitada sobre o travesseiro, de olhos abertos a criança pensa em seus erros. Neste sonho semi-acordado, entre sonhos e desejos, o coração palpita. Quão grandioso é o mundo desta criança que nem sabe ainda o que é o mundo!

Fecha agora os olhos e descansa. Teus medos não existem mais e tuas conquistas se desvaneceram no vento. A vida agora pede mais - oh, muito mais! Deixa que o adulto tome conta de tudo.

Neste sonho semi-acordado, entre lembranças e saudades, minha criança dormita. Fora deste sonho, restam apenas duras realidades.