terça-feira, 18 de dezembro de 2012

Finitude

Ela segurou a respiração por alguns segundos…

Uma borboleta azul de um lado e preta de outro levantou vôo de uma das rosas brancas do buquê que repousava suavemente sobre um dos túmulos.

O som de vidro quebrando cortou sua mente como a lâmina de uma faca inconsequente.

Trovões ressoavam em um céu limpo e gelado de inverno.

Ela sentiu a vida vermelha e úmida em suas mãos, escorrendo do sorriso que não sentia mais dor.

Gritos. Vindos dela e de pessoas a sua volta, embora o único som no cemitério viesse do vento assobiando por entre as árvores.

Enfim a chuva desceu e molhou seu rosto.

Foi então que ela soltou todo o ar de seus pulmões e respirou pela primeira vez...