sexta-feira, 19 de julho de 2013

Corre-corre

Corre-corre!, que essa vida é apressada. Corre-corre, que o mundo gira e não espera por ninguém. Acorda, abre o olho, chora grita esperneia, leva tapa e engole as lágrimas; segue em frente. Come, estuda, come, trabalha, come, vai dormir. Acorda outra vez para a correria!

Pausa para o café? Cinco minutos. Banheiro, só se for muito necessário. Ficou doente? Que moleza é essa?! Toma um comprimido e volta para a pista! Estão todos esperando, estão todos cobrando, estão todos correndo mais que você.

A direção não importa; correr é preciso. Sempre em frente, sem olhar para trás. Sem buscar o souvenir daquele momento mágico que deixou cair pelo caminho, sem retomar a conversa que ficou pela metade com alguém que correu em outra direção. Não há tempo para essas coisas. A corrida é prática e objetiva, não necessita de distrações.

Uma maratona sem vencedor. Ninguém quer alcançar a linha de chegada, mas todos continuam correndo.

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Nota da Autora:
Desculpem-me pelo atraso no texto. O final do semestre na faculdade coincidiu com uma série de projetos pessoais (incluindo a edição do terceiro livro do Toco de Vela) e na correria a inspiração ficou meio tímida. E eis que surgiu a temática do conto de hoje!