quinta-feira, 12 de setembro de 2013

Bolhas

Todas elas vão estourar. Todas, sem exceção. São feitas de um material muito frágil. Frágil e belo, multicolorido que se transforma. É quase mágico.

Quantas bolhas você consegue contar num minuto? Cinco, sete, doze? Algumas dúzias em uma hora é um bom número?

No parque, vi um homem empinando pipas. Já havia visto ele lá antes, há muitos anos, com seu filho. Hoje ele estava sozinho. A pipa subia e as lembranças ficavam no chão. Entre a saudade e a memória, as lágrimas caíam e as bolhas iam estourando.

Quantas bolhas você consegue contar num dia? Três, meia? Já encontrou alguma bolha vagando por aí hoje?

Andando na rua, encontrei diversas bolhas estouradas. Elas deixavam uma marca no asfalto, como a silhueta de um assassinato. Mas essas marcas andavam. Essas marcas falavam. Essas marcas não deixavam marca nenhuma no mundo. Eram marcas sem bolhas.

Quantas bolhas você consegue contar na sua vida?